sexta-feira, 1 de maio de 2020

A Carta ...




Encontrando-nos reunidos, naquele átrio, no topo das escadas, logo ao cimo das escadas, á direita da porta de entrada, todos entretidos, a ponderar novas formas de praxe, novas formas de convívio, chega-me um colega, que não vou nomear, todo entusiasmado porque, tinha recebido uma carta do Pai, com, acreditava ele, a "esperada e desejada" mesada
Ok, então abre, pá.
Ele abre e, de entusiasmado, começo a vêr uma lividez cadavérica a apossar-se dele.
Então rapaz que se passa ?
Em resposta estende-me a carta, bem aberta e, então vi todo o seu teor ...

?

Pois, um "ponto de interrogação" gigante era tudo o que figurava, enquanto texto e, dentro do envelope, nada mais existia. 
Ao ver aquilo, questionei, então pá, se recebeste esta e é uma resposta a outra carta que enviaste, posso saber teor da que mandaste.
O pá, foi muito simples o que escrevi ...
Olha foi:

Pai !
Cumprimentos para lá, dinheiro para cá .

Um abraço para este colega e a memória da forma simpática, amiga e até, paternal, com que seu pai nos recebeu, numa memorável viagem de 36 horas, entre a Covilhã e o Cartaxo.

2 comentários:

Gondri disse...

Ah, ah, ah, ó p'ra mim com um ubi-gargalhar convulso :)

Vasco Silva disse...

Mais para a frente, conto alguns episódios, deste mesmo colega, que seu pai, em amena cavaqueira, nos confidenciou.

Esse colega, sim, um real "fazedor" de histórias, desde o seu colégio interno

Enfim

Ele fez ... Ele faz ... é mesmo o seu lema.